As leis do Decoro estabelecem esta natural distinção entre os sexos e, quando marido e mulher as compreendam e mantenham, será perene o afeto, semelhante ao que existe entre pai e filho.
Só gerando um afeto assim, poderá haver observância rigorosa do Ritual ou Decoro, na vida diária e na adoração; e, dessa obser¬vância, resultará a paz.
A recusar-se a compreensão da distinção entre os sexos, não haverá direito, e os homens procederão como os animais irracionais.
No seu apreciado livro "Preceitos da Mulher", diz a Senhora Chao que, em tempos antigos, três dias depois do nascimento de uma filha, esta era deitada sob o leito e, junto a ela, era colocada uma te¬lha de barro, enquanto se procedia aos sacrifícios de família.
Assim estava marcado o destino da mulher:
Deitá-la sob o leito, era condená-la a uma vida inteira de su¬jeição; a telha, feita de barro, determinava-lhe uma vida de intenso trabalho em serviço de seu marido; e os sacrifícios simbolizavam o seu dever de perpetuar a linha ancestral do esposo, que lhe coubera.
Estes eram os fins principais da existência da mulher.
No Ritual encontram-se os seguintes preceitos no respeitante à mulher:
"Sê modesta e respeitadora; prefere os outros a ti própria; se tiveres praticado o bem, não o proclames; sofre com paciência o insul¬to e a crítica; receia sempre que possas praticar o mal; deita-te tarde e levanta-te cedo, não temendo a primeira aurora, que se vislumbre an¬tes do nascer do Sol; sê industriosa e nunca recuses um labor, porque seja pesado ou difícil, nem desprezes outro, porque te pareça fácil; cul¬tiva a perfeição em tudo o que faças e dispõe o que tenhas que orde¬nar metodicamente. Sê serena e modesta; procura dominar os teus instintos e serve teu marido preparando devidamente o vinho e o
alimento, bem como os sacrifícios ancestrais, na estação própria. Se cumprires os teus deveres com constância, não terás que recear que te desconheçam e que te não elogiem.
Se assim procederes, será impossível que o teu nome caia em desgraça.
A união entre marido e mulher lembra as relações entre os prin¬cípios superior e inferior, que permeiam todas as coisas e influenciam as inteligências da Terra e do Céu. A virtude do princípio superior é de firmeza inflexível; a do principio inferior é de domável fraqueza.
Assim, a força do homem é a sua honra, e a fraqueza da mu¬lher a sua excelência.
O provérbio diz: "O homem é de natureza forte como o lobo (devemos-lhe atenção constante, para que não enfraqueça); a mulher é de natureza fraca como o rato (devemos-lhe atenção constante, para que não fortaleça).
Para que a mulher viva no cumprimento exato do seu dever, nada lhe será mais proveitoso do que cultivar a reverência. Se esca¬par a maus tratos, de proveito lhe será cultivar a docilidade.
A obediência reverenciosa é o principal dever da mulher.
Ao marido compete dirigir. À mulher compete o acatamento da sua vontade.
É esta a relação conveniente.
A Senhora Chang, nas suas preciosas "Regras de conduta das mulheres", diz:
O marido, por um grande número de boas ações, acumula mé¬rito, que atenua seus erros.
A perfeição da mulher alcança-se pela prática das "quatro vir¬tudes".
São as virtudes da mulher:
A pureza; a renúncia a um segundo casamento, se seu prome¬tido ou marido vier a falecer; o devido governo da casa; e a modéstia e a humildade na conduta na vida, de acordo com as regras da propriedade.

