Tratamos das virtudes da mulher em relação ao marido, e vimos exemplos de dedicação extrema.
Vamos agora ocupar-nos dos deveres da nora para com os sogros, deveres que são absolutamente filiais, porque, na China, quando uma mulher casa, deixa de ser filha de seus pais para passar a ser filha de seus sogros.
"A nora deve ser a sombra e o eco da sogra, para que possa merecer o elogio e a admiração de todos".
"A nora deve dobrar o seu orgulho e abdicar da sua personali-dade, obedecendo cegamente à sogra, com o fim de lhe agradar, não fazendo com tal procedimento mais que cumprir um dever, que lhe é imposto pela boa moral. Que a nora não esqueça a obediência que lhe é imposta, mesmo que a sogra lhe faça provar o amargo fel".
"Em qualquer caso, nunca poderá a nora odiar a sogra, mesmo
que esta use para com ela de crueldade e opressão.
No Ritual ou Decoro, encontra-se um capítulo assim intitulado:
"Regra da Vida Íntima".
- Destina-se este capítulo a instruir os filhos nos seus deveres para com os pais, sendo o príncipe o amor filial que, em nenhum caso, poderá deixar de existir.
Reza assim:
"Devem os filhos, aos pais, reverência e obediência imediata. Seja qual for o alimento ou vestuário, que os pais dêem aos filhos,
estes devem contentar-se com ele, não podendo rejeitá-la, mesmo que não seja do seu agrado.
Ainda que o filho não goste da mulher, que lhe foi escolhida, desde que seus pais se dêem por satisfeitos e a considerem boa servi-dora, deve tratá-la com carinho, respeito e amor, até à sua morte. Mas se o filho amar sua mulher e esta não agradar a seus pais, é seu dever repudiá-la, porque não poderá convir para mulher, aquela que não convém como filha.
Nada pertence aos filhos. Tudo é dos pais.
Nestas condições, não podem os filhos receber quaisquer dádivas sem que delas façam entrega imediata a seus verdadeiros donos: os pais. Se estes, porém, não as quiserem aceitar, devem os filhos agradecer-lhas, como se elas tivessem sido dádivas suas. Estas, no entanto, nunca são dádivas definitivas porque os pais podem, a qualquer momento, exigir a devolução do que, de direito, lhes pertence.
Os filhos, portanto, nada têm e nada são, porque nada seriam se não fossem os pais.

